Já discuti muitas vezes com colegas sobre a minha incapacida...

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↳ Reply to Girino Vey! (npub18lav8fkgt8424rxamvk8qq4xuy9n8mltjtgztv2w44hc5tt9vets0hcfsz)
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Já discuti muitas vezes com colegas sobre a minha incapacidade de tomar, por outra pessoa, uma decisão melhor do que ela mesma tomaria sobre a própria vida. Continuo acreditando que cada pessoa conhece sua história, suas experiências, seus valores e suas circunstâncias melhor do que qualquer outra. Por isso, em regra, ela é a pessoa mais bem informada para decidir sobre aquilo que a afeta diretamente.
Essa ideia vale para decisões individuais, mas também se aplica às decisões que tomamos hoje e que condicionam o futuro. Vivemos em um mundo no qual mudanças que antes levavam séculos agora acontecem em anos — às vezes, em meses. Muitas profissões que existiam quando nasci já desapareceram; outras, hoje fundamentais, surgiram ao longo da minha própria vida. A informação disponível hoje não é suficiente para prever com segurança o que acontecerá daqui a cinco anos, muito menos daqui a dez.
Por isso, decisões e ações que reduzam a qualidade das decisões futuras devem ser evitadas sempre que possível. Quanto mais distante estiverem as consequências de uma escolha, maior deve ser a cautela em limitar as opções de quem viverá essas consequências. As pessoas do futuro terão mais informação, mais contexto e uma compreensão melhor das próprias necessidades do que temos hoje.
O máximo que posso fazer, portanto, é evitar restringir desnecessariamente a capacidade de escolha dos outros, tanto no presente quanto no futuro. Nenhuma decisão tomada agora será tão bem informada quanto uma decisão tomada por quem conhece melhor a própria vida ou por quem, no futuro, viverá diretamente seus efeitos. Limitar essas possibilidades sem necessidade é aumentar o risco de tornar o mundo pior do que ele poderia ter sido.
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